| 09/02/10 |
Paulo Oliveira (*)
Imagens do Egito antigo apresentam os olhos dos faraós e dos sacerdotes pintados de preto. Parece que a maquiagem não apenas decorava os olhos, como ainda servia de proteção contra infecções.
Pesquisadores franceses indicam que o uso de forte maquiagem nos olhos usada pela realeza egípcia tinha uma forte componente medicinal. Foram examinadas 52 exemplares do que pode ser considerado destaque das antigas caixas egípcias de maquiagem, conservadas no museu do Louvre em Paris.
Descobriram que duplicava o combate à infecção por que a fórmula incluía quatro substâncias diferentes tendo por base o chumbo.
Embora seja reconhecido hoje que o chumbo é uma substancia altamente tóxica e o seu uso tenha sido proibido em tintas e nos combustíveis para automóveis, as pequenas quantidades presentes nos cosméticos egípcios funcionam como antibiótico.
Segundo Neal Langerman, especialista em saúde química e segurança que analisou o estudo, os cosméticos com base de chumbo quando formulados corretamente, protegiam os usuários de infecções nos olhos.
Por certo os farmacêuticos egípcios não sabiam que a maquiagem matava as bactérias nem que os compostos com base de chumbo podiam levar o sistema imunitário a combater a doença.
Os pesquisadores franceses descobriram que ao introduzir os cosméticos antigos em culturas de células humanas num tubo de ensaio, os químicos quase quadruplicavam a produção de células de ácido cítrico – um agente chave para estimular o corpo a aumentar as defesas imunitárias.
(*) Repórter da Voz da América, de onde esta matéria foi transcrita.
Fonte: www.jaymecopstein.com.br



fevereiro 9th, 2010 at 21:21
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