Melhora do transporte urbano em função da Copa trará mais conforto à população, diz ministro

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13.01.10 – 15:55

A melhora no transporte urbano nas grandes cidades, de modo a atender a população durante os eventos esportivos previstos para os próximos anos no país, vai proporcionar mais conforto àqueles que sofrem hoje as consequências da deficiência desse setor nas grandes cidades.

A avaliação foi feita nesta quarta-feira (13) pelo ministro das Cidades, Márcio Fortes, ao comentar o assunto em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação.

Ele destacou que o transporte individual está deixando o trânsito caótico nas grandes cidades, mas o cidadão que está ao volante e vê o povo no metrô ou nos ônibus urbanos “imprensado feito sardinha na lata”, com certeza prefere usar o seu carro e se submeter aos transtornos dos engarrafamentos e da falta de estacionamentos, a enftrentar o transporte de massa.

Segundo o ministro, é importante oferecer meios de locomoção que propiciem conforto, junto com o fator quantidade e usar originalidade e criatividade para desestimular as pessoas a usar o automóvel.

As obras previstas para melhorar o trânsito urbano estão previstas no PAC Mobilidade (PAC II), parte do Programa de Aceleração do Crescimento, para ser cumprida a partir de 2011, com foco para a realização no Brasil da Copa das Confederações, da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada, em 2016.

O PAC Mobilidade será objeto de cerimônia prevista para o final da tarde desta quarta-feira, 13, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de ministros, parlamentares e governadores.

A realização dos eventos no Brasil também cria a necessidade de investimentos governamentais em outras áreas, como segurança, saúde, além de mudanças em portos e aeroportos, lembrou o ministro.

Segundo Fortes, a reforma dos estádios será coordenada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, e as obras vão ter apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos de R$ 400 milhões, podendo também haver participação dos governos estaduais.

Na área do transporte aéreo, ele disse que tem sido discutida no governo a necessidade de alterações, principalmente no caso do Aeroporto Internacional de Brasília por ser um ponto de distribuição de voos. Os aeroportos vão contar com mudanças na área das pistas e nos terminais que servem aos passageiros.

A preocupação do governo, segundo o ministro, é que em todas as áreas tudo seja realizado a tempo. Ele lembrou que em muitos lugares vão ser feitas alterações urbanas relevantes, que levam tempo, como no caso da criação de corredores exclusivos para ônibus, a exemplo do que existe em Curitiba.

Em Brasília está prevista a criação de linha para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre o Aeroporto Internacional e o início da Asa Sul, que vai facilitar o deslocamento de turistas e de torcedores.

Fonte: www.camera2.com.br

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