Redação

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Até quinta-feira (14), nomes envolvidos no inquérito que investiga a suposta interferência política de Jair Bolsonaro (sem partido) serão ouvidos pela PF (Polícia Federal). A acusação foi feita pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro durante seu pedido de demissão.

Nesta segunda-feira (11), três nomes serão ouvidos na oitiva. O ex-diretor geral da PF Maurício Valeixo será ouvido pela manhã, em Curitiba. No período da tarde, Alexandre Ramagem -que teve seu nome indicado para substituir Valeixo- e Ricardo Saadi -ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro- serão ouvidos em Brasília.

Já na terça-feira (12), no Palácio do Planalto, durante a tarde, serão ouvidos os ministros Walter Braga Netto -Casa Civil-, Augusto Heleno -Gabinete de Segurança Institucional- e Luiz Eduardo Ramos -Secretaria de Governo-.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) será ouvida na quarta-feira (13), juntamente com os delegados Carlos Henrique de Oliveira Souza, Alexandre da Silva Saraiva e Rodrigo de Melo Teixeira.

INTERFERÊNCIA POLÍTICA DE BOLSONARO NA PF

O ex-ministro Sergio Moro pediu demissão do Ministério da Justiça no dia 24 de abril, após um ano e três meses no cargo. Ao anunciar a saída do governo, ele afirmou que não podia mais persistir no “compromisso que assumiu”.

Moro pontuou que havia assumido cargo com três missões: combate à corrupção, ao crime organizado e à criminalidade violenta.

O estopim para a saída foi a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

Sergio Moro disse que, em conversa com o presidente Jair Bolsonaro, alertou que a troca sem motivos na direção da Polícia Federal poderia ser uma interferência política. E que recebeu como resposta de Bolsonaro: “seria mesmo”.

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