Com complicações no pâncreas, estava internado desde sábado no Rio de Janeiro
Atualizada às 09h44min
O ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), morreu na madrugada desta terça-feira, aos 66 anos. Ele estava internado desde sábado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, por complicações no pâncreas. O velório será realizado no antigo prédio do Supremo no Rio, atual Centro Cultural da Justiça Federal, na região central da cidade.
O ministro estava de licença médica havia quatro meses, segundo o site do STF. Direito foi indicado para o Supremo pelo presidente Lula em 2007, em substituição a Sepúlveda Pertence. Desde maio do ano passado, Menezes Direito era, também, ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral. Antes de chegar ao STF, ele foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Com menos de dois anos na mais alta Corte de Justiça brasileira, Menezes Direito participou de julgamentos importantes, sempre com votos que se destacaram pela fundamentação bem estruturada e argumentos jurídicos robustos. De formação católica, era considerado um juiz conservador. Mantinha-se fiel à jurisprudência da Corte e às súmulas.
Menezes Direito tomou posse no STF no dia 5 de setembro de 2007. Nascido em 8 de novembro de 1942, em Belém (PA), o ministro formou-se bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, em 1965, cidade que o acolheu ainda jovem e com a qual guardava estreita relação, fazendo crer a muitos de seus colegas que era carioca nato. Alcançou o título de doutorado em 1968. Atuou como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por 11 anos, depois de passar pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, como desembargador, entre 1988 e 1996.
Antes de alcançar a magistratura, advogou no Rio de Janeiro, onde também ocupou diversos cargos públicos. Foi chefe de gabinete na prefeitura, membro do Conselho da Sociedade Civil mantenedora da PUC-RJ, presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro e membro do Conselho Estadual de Cultura do Estado. Entre as atividades exercidas, foi, ainda, presidente da Casa da Moeda do Brasil, secretário de Estado de Educação e presidente do Conselho Nacional de Direito Autoral, além de professor titular do Departamento de Ciências Jurídicas da PUC-RJ. Com informações do STF.
Fonte: ZEROHORA.COM
Diz o blogueiro -embora deva haver o máximo respeito num momento destes, não posso me furtar ao trocadilho.Se morreu o direito, restaram somente os tortos, isto seguindo a lógica do anzol.



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