O astrofísico Michel Mayor
lembra que os fatos científicos
mostram que a vida é um
processo da natureza 

“A visão religiosa diz que Deus decidiu que houvesse vida apenas aqui, na Terra, e a criou. Os fatos científicos dizem que a vida é um processo natural. Acredito que a única resposta é investigar e encontrar a resposta, mas para mim não há lugar para Deus no universo.”

A afirmação foi feita por Michel Mayor (foto), 77, astrofísico suíço que ganhou o Nobel de Física de 2019.

Ele falou sobre Deus ao responder uma pergunta do jornal El País sobre Giordano Bruno, que foi queimado pela Igreja Católica no século 17 porque afirmou haver outros sistemas no universo.

Michel Mayor e o seu aluno Didier Queloz ganharam o Prêmio Nobel porque em 1994 descobriram um exoplaneta, o 51 B, cuja órbita ocorre na estrela 51 Pegasi, a 50 anos-luz da Terra.

Os dois confirmaram a descoberta em 1995, no telescópio do observatório de Haut-Provence (França).

Mayor disse na entrevista que nos anos 1990 os estudos sobre a existência de exoplanetas não mereciam atenção da comunidade científica.

“Naquela época, este campo de estudo era muito menosprezado porque durante décadas tinham sido feitos muitos anúncios de exoplanetas e todos provaram ser falsos.”

Desde a localização do 51 B, os astrofísicos descobriram 4.057 exoplanetas, e isso é apenas o começo.

Há exoplanetas do tamanho da terra e com condições de ter alguma forma de vida.

Mas o homem não conseguirá chegar a um deles, disse Mayor.

“Nunca poderemos ir. Os humanos demoram três dias para viajar até a Lua. A luz só precisou de um segundo. Imagine um planeta a 12 anos-luz. A luz demora um bilhão de segundos para chegar. Multiplique três dias por um bilhão, é muito tempo. É uma fantasia pensar que podemos ir até lá.

Concepção artística do Pegasi b

Som captado da estrela Pegasi

Com informação do El País e de outras fontes, com foto e vídeos de divulgação.

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