Na RB$ havia um narrador excelente, um senhor já maduro que trajava como se fosse um adolescente assim como tingia seus já escassos cabelos, puxando-os para um dos lados. O mesmo é cria de Santa Cruz do Sul, filho de pai de origem germânica, mas por ter vergonha por certo do seu pai, usava tão somente o sobrenome da mãe.

Seu apelido na escola segundo me confidenciou uma senhora que conheci aqui na praia era TATAIO. Excelente narrador e o melhor que havia em nosso Estado, penso.

Os senhores da RB$ decidiram livrar-se dele como costumam fazer com os que a servem.

Então pegaram um senhor com bem mais de DOIS METROS e dele fizeram um narrador. Tal narrador tem uma voz anasalada e horrível sua narração. Confesso que se tivesse alternativa certamente teria mudado de Canal na hora do Gre-Nal.

A RB$ tem no seu quadro algumas figuras que costumam inventar expressões como as que ouvi hoje. Durante o jogo falaram em “marcação alta e marcação baixa”.

São na verdade uns embrulhões que se imaginam o supra sumo da comunicação. O senhor Saraiva, cria da velha e excelente rádio Guaíba agora que tem um emprego também em São Paulo se tornou um bobo alegre e não usa mais a expressão BRAVO assim como fazem os paulistas para os quais BRAVO e BRABO são a mesma. Ele usa apenas o BRAVO.