Ter, 16 de Fevereiro de 2010 17:39
Fotos que dão idéia de como fica a baderna que vale tudo.
A opinião pública gaúcha acostumou-se ao longo dos anos a ter uma avaliação positiva do evento Planeta Atlântida realizado pelo Grupo RBS e a produtora DC 7 na praia de Atlântida (e também em Florianópolis). Mas existe “um outro lado do Planeta” que não consegue ser mostrado ao grande público. O empresário do ramo imobiliário e de lazer Solon Soares, com negócios em Atlântida, vem querendo justamente mostrar esse lado negativo. Da sujeira, dos transtornos, dos abusos sonoros e até mesmo das dificuldades das pessoas terem acesso às suas casas durante a realização do evento. Caso específico de um condomínio nas proximidades em que os moradores tiveram que tirar senha para poder entrar.
Numa cidade planejada para trinta mil habitantes se amontoam desordenadamente 120 mil pessoas. Lixo e esgoto, e gente pra que?
Ele garante apenas o Grupo RBS e a produtora lucram com o evento. Que a maioria da comunidade de Atlântida e arredores (moradores, veranistas e comerciantes) sai prejudicada e busca uma alternativa para enfrentar – ou tentar transferir o Planeta para outra área. Segundo relata Solon Soares, um grupo de pessoas de Atlântida já esteve conversando com o diretor-presidente da RBS, Nélson Sirotsky, tentando demovê-lo da realização do evento no local de sempre. Chegaram inclusive a alugar um helicóptero e mostrar outras áreas atrativas – e mais isoladas – a Sirotsky que teria concordado, mas a produtora não.
Esse grupo de pessoas e empresários busca levar adiante sua cruzada AntiPlaneta Atlântida, segundo ele “em busca de paz e melhor qualidade de vida para turistas, veranistas e moradores daquela praia.”
Prefeito Celso Bassani (de camisa listrada) ajudando a prender ambulante. ‘A cidade não tem fiscalização de nada, mas no Planeta até o prefeito vira vassalo da RBS’, afirma Solon Soares.
Fonte: www.gazetatorres.com.br



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