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Hoje bem cedo publiquei o texto de um blog de Uruguaiana do Fernando Alves, que repercutiu muito. Aliás, por uma dessas foi que renunciei ao cargo de Presidente do Sindicato Rural de Santiago. Foi quando fecharam a Br 287, à minha revelia. Quer dizer: o MST não pode fechar estradas; os produtores rurais, sim.
Tá. Mas isso já passou, já fiz as pazes com meus colegas.

Lá em Xangri La tem um leão, o Jorge Loeffler, trazendo as mazelas locais e colhendo resultados. ( praiadexangrila.com.br)

Em Santiago tem um medonho que é, como dizia Odilon Rebés Abreu, a mutuca que tira o boi do mato.
Leiam abaixo o que diz Julio Prates e vejam se na sua cidade não há problemas semelhantes:

Santiago e a sodomia social municipal

Não é de hoje que se verifica uma profunda crise de identidade na sociedade santiaguense. Alguns setores, incrustrados no meio empresarial da cidade, apenas pensam nos seus próprios interesses, auferem ganham pessoais e individuais e esquecem-se da coletividade. Aliás, usam-na como massa da manobra de seus interesses e fingem serem lideranças empresariais.Não sem razão, temos uma safra de líderes míopes, que pensam o desenvolvimento regional de forma arcaica, ridícula, tosca, limitada. Se é que pensam alguma coisa.

Santiago está estagnada. Não existem propostas ousadas que pensem o desenvolvimento integral, unindo ciência e tecnologia à base da matéria-prima do nosso setor primário. A consequência é um comércio cambalido, alimentado por cursinhos de vendas, auto-ajuda e pensamento positivo. Quase uma piada, não fosse triste o quadro que se apresenta.

Propostas “modernas” de racionalização e otimização – que ensinam a poupar uma folha de papel, uma ligação telefônica e energia elétrica, são tão velhas quanto a chegada dos jesuítas da companhia de Jesus no nosso solo, em 1549. Aliás, só que não conhece a administração racional dos jesuítas e seus quase cinco séculos no Brasil é que se encanta com esses cursinhos, que visam arrecadar fundos e justificar uma existência enquanto razão de ser das entidades empresariais de Santiago.

O Centro Empresarial não tem um rumo. Mal administa o que é como está, numa posição profundamente conservadora das atuais estruturas. E nem vamos falar da politicagem, da discriminação contra setores da sociedade que não rezam pela cartilha do comodismo pelego, acrítico e subserviente.

Posturas coronelísticas como a perpetrada contra um candidato a presidência do Centro apenas corrobora o entendimento que arremete no sentido das críticas que aludem que uma mentalidade parasitária e inoperante invadiu o CES e está acomodada, mamando nas estruturas empresarais e tirando proveito em nome de todos.

Por mais que justifiquem um calendário de eventos, incentivos aqui e acolá, campanhazinhas fajutas, a Verdade é que está chegada a hora de uma profunda reflexão.

A impunidade e a certeza da ausência de questionamentos tem gerado arrogância, ausência de diálogo com a sociedade, não prestação contas dos atos, e virou um vale tudo na mentalidade dominante das pessoas que representam Santiago. E quando o poder sobe à cabeça e embebeda, proliferam-se os escândalos, de traições sexuais ao chicote, para correr com quem não pensa igual.

Enquanto isso, Santiago afunda.

Engane-se quem quiser. A crise é profunda e muito mais séria do que os vaticínios dessas cabecinhas conseguem imaginar.

Não pensem que os fatos escabrosos que estão acontecendo nos último dias são fatos isolados. Não, eles integram um contexto e são fruto de uma mentalidade dominante. Nem é culpa individual dessa ou daquela pessoa. É culpa dum contexto, repito. As pessoas são produtos de um meio e refletem – em suas condutas individuais – a soma dos comportamentos coletivos e a aceitação social de suas práticas.

Se todas essas entidades de princípios nobres e outros bichos mais de abundam em Santiago realmente incentivassem o cultivo da decência, da civilidade, da ética, da transparência e do respeito, seus membros teriam poupado a sociedade santiaguense de tantos escândalos como esses últimos, que envolvem pedofilia, agressões e vilipêndios que geram quase um quadro de sodomia social municipal. E eis que me refiro apenas a fatos públicos e notórios, pois se fosse escrever tudo o que sei, só uma “chuva” de sal nos livraria da catástrofe maior. Se é que existe salvação alguma e não estamos ainda completamente podres e perdidos.

E, afinal, pobres de nós se formos apenas reflexo da sociedade brasileira e sua malversação midiática.

Fonte:   http://blog.gessinger.com.br/

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