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Bolsonaro trocou chefia do Iphan por interesses de Luciano Hang e Flávio, diz Kátia Bogéa

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Além de mostrar a tentativa de interferência indevida na Polícia Federal para proteger amigos e família, a reunião ministerial revelou ação semelhante de Jair Bolsonaro no Iphan, responsável por zelar pelo patrimônio público. A ex-presidente do instituto Kátia Bogéa diz ter sido demitida após reclamações de Luciano Hang e Flávio Bolsonaro. Ela afirma que é mentiroso o discurso do presidente, de ter pessoas técnicas para cargos, e que ele quer no órgão alguém que aceite passar por cima da lei.

Ao Painel, Kátia diz que sua demissão ocorreu após uma obra do empresário da Havan parar no Sul do país. Bolsonaro culpou o órgão, o que a ex-presidente rebate.

Ela afirma que a paralisação ocorreu porque a empresa contratada por Hang reportou ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) um achado arqueológico. “Ele criou esse escarcéu porque nem a mais simples das obrigações eles querem fazer. Estávamos ali para cumprir a Constituição. O que queriam é que não observássemos a lei”.

“É a mesma coisa do Geddel [Vieira Lima], é a mesma coisa”, diz. O ex-ministro de Michel Temer tentou passar por cima do órgão para erguer um edifício em área tombada em Salvador, foi demitido e, pela pressão exercida na época, condenado por improbidade administrativa.

Kátia afirma que antes dela ser demitida, começou uma sucessão de trocas de cargos, após a queixa de Hang. Primeiro, caiu um diretor técnico, em seguida, coordenadores em importantes superintendências, como a de Minas Gerais e do Rio, para pessoas sem formação.

Outro episódio contribuiu, afirma ela. Flávio Bolsonaro esteve em Salvador e se reuniu com construtores locais, que fizeram reclamações.

O alvo foi portaria baixada pelo Iphan no fim de novembro, limitando e criando regras para novas construções na Barra, o mesmo bairro de interesse de Geddel.

Kátia Bogéa, que estava no comando do instituto desde 2016, foi exonerada no dia 11 de dezembro.

No dia 11 de maio, o governo escolheu para o Iphan uma amiga da família, como mostrou o Painel. “E vem com esse discurso mentiroso de que teria que ter perfil técnico para ocupar cargos no governo. Tudo mentira!”. “É triste ver o Iphan invadido por gente sem formação”, completa.

Na reunião ministerial, Bolsonaro disse que o Iphan paralisa qualquer obra do Brasil.

“O Iphan para qualquer obra do Brasil, como para a do Luciano Hang. Enquanto tá lá um cocô petrificado de índio, para a obra, pô! Para a obra. O que que tem que fazer? Alguém do Iphan que resolva o assunto, né? É assim que nós temos que proceder”, disse o presidente.

Criado em 1937, o Iphan é uma autarquia federal responsável pela preservação e promoção dos bens culturais do País. Está subordinado à Secretaria Especial da Cultura e conta com 27 superintendências espalhadas pelos estados, 37 escritórios técnicos e unidades especiais. Da Folha de SP

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Em dois anos, assessor de Flávio Bolsonaro multiplicou por nove capital de loja de chocolate

domingo, 24 de maio de 2020

O advogado Victor Granado Alves é dono de uma franquia da Kopenhagen, na Avenida Nilo Peçanha, no Centro da cidade, na loja “Damas do Chocolate”. O ex-assessor de Flávio é investigado pelo Ministério Público estadual no caso da “rachadinha” envolvendo Fabrício Queiroz
24 de maio de 2020, 12:21 h Atualizado em 24 de maio de 2020, 15:53
Victor Granado Alves e Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)
247 – Em dois anos, uma loja de chocolates do advogado e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Victor Granado Alves teve um aumento de capital social de quase 9 vezes, segundo dados adquiridos pelo jornal O Globo que foram solicitados à Junta Comercial do Rio de Janeiro. Ele é dono de uma franquia da Kopenhagen, na Avenida Nilo Peçanha, no Centro da cidade, na loja “Damas do Chocolate”.
O advogado foi assessor de Flávio na Assembleia Legislativa entre 2017 e 2019, quando este era deputado estadual no RJ, e é investigado pelo Ministério Público estadual no caso da “rachadinha” envolvendo o também ex-assessor Fabrício Queiroz.
Flávio Bolsonaro também é dono de uma loja de chocolates, que segundo o MP, foi usada pelo senador para lavar cerca de R$ 1,6 milhão obtido a partir das devoluções de parte dos salários de servidores fantasmas. A empresa é a Bolsottini Chocolates e fica no Shopping Via Parque, na Zona Oeste do Rio.
Copiado de:  http://izidoroazevedo.blogspot.com/2020/05/em-dois-anos-assessor-de-flavio.html

Veja na íntegra o vídeo de reunião ministerial de Bolsonaro autorizado pelo ministro Celso de Mello

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o acesso ao vídeo da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril, no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada no Inquérito (INQ) 4831, em que se apuram declarações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro acerca de suposta tentativa do presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. Com a decisão, qualquer cidadão poderá ter acesso ao conteúdo do encontro de ministros com o presidente Jair Bolsonaro.

O decano autorizou, ainda, o acesso à íntegra da degravação do vídeo. A única restrição imposta foi a trechos específicos em que há referência a dois países com os quais o Brasil mantém relação diplomática.

Confira abaixo a íntegra da decisão do ministro e os links de acesso ao vídeo e à respectiva degravação.

– Íntegra da decisão.

– Acesse aqui o vídeo da reunião ministerial.

– Degravação do conteúdo do vídeo.

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Saudade dos Governos do Presidente LULA

 

 

Nos Governos do Presidente LULA foram criados o SUS, o SAMU, PRESÍDIOS FEDERAIS SE SEGURANÇA MÁXIMA.

Especialmente no nordeste antes crianças eram transportadas à escola em caminhões, os mesmos que transportavam gado.

Hoje tudo que esse desgoverno presente em Brasília utiliza vem dos Governos do Presidente Lula.

Os que estão no Poder até agora não disseram a que vieram.

Nos foram impostos pelos senhores do Norte e do ORIENTE, embora os tolos que por preguiça em pensar ainda não tenham percebido.

Díaz-Canel: a resposta de Cuba à pandemia foi «muito digna»

Internacional|Cuba

AbrilAbril

 

 

«Na luta contra a pandemia alcançámos um resultado digno, digníssimo, e mais nas condições em que o país o fez», afirmou o presidente de Cuba num encontro com cientistas responsáveis pelo combate à Covid-19.

Está-se a fazer ciência no meio de uma situação de contingência. afirmou Díaz-Canel

Está-se a fazer ciência no meio de uma situação de contingência. afirmou Díaz-Canel Créditos / Estudios Revolución

Numa reunião que manteve, esta semana, com especialistas centrados no combate à epidemia, no Palácio da Revolução, em Havana, Miguel Díaz-Canel sublinhou que, antes de o surto epidémico chegar a território cubano, o país já tinha «uma situação complexa, económica e social, provocada pelo bloqueio e a Lei Helms-Burton».

Não obstante, afirmou, «o resultado científico que alcançámos deu ao país uma visibilidade e um prestígio tremendo, como componente fundamental no combate». «Não termos uma nova vaga é a quimera, e, naturalmente, chegar à vacina cubana o mais rapidamente possível», disse, citado pelo diário Granma.

No encontro, o presidente de Cuba deu particular ênfase «ao contributo da biotecnologia cubana para o combate à Covid-19», tendo-se referido ao papel que o anticorpo monoclonal Anti-CD6 e o péptido CIGB-258 têm para evitar a morte de pacientes em estado grave e crítico, depois de serem infectados com o coronavírus SARS-CoV-2, e para impedir que outros pacientes chegem a esses estados.

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Graças aos resultados desses produtos biotecnológicos, em Cuba regista-se 1% de falecidos graves e críticos abaixo da média mundial e da América Latina e Caraíbas, sublinhou o chefe de Estado.

«No mundo, 80% dos pacientes que chegam ao estado crítico estão a morrer. Em Cuba, com a utilização desses medicamentos, 80% dos que chegam a estados críticos e graves estão a ser salvos», acrescentou.

«Isto é fruto da ciência cubana, do desenvolvimento do nosso sistema de Saúde e da integração que esse sistema pode alcançar para fazer frente à pandemia», afirmou Díaz-Canel, lembrando que «se está a fazer ciência no meio de uma situação de contingência» e que «isso tem um valor adicional».

Sistema de Saúde cubano não entrou em colapso

Na reunião, que teve lugar no final da semana, o decano da Faculdade de Matemática e Computação da Universidade de Havana, Raúl Guinovart, comentou que o país caribenho consegue passar pela pandemia com resultados favoráveis devido às medidas tomadas pelas autoridades.

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O investigador disse que, antes de 30 de Março, «muitos críticos e não críticos» do país previam uma «situação muito mais complicada» para Cuba, tendo por base a noção de que «países ricos, com sistemas de Saúde com muitos mais recursos e não sujeitos a um bloqueio, tinham praticamente colapsado».

Ao invés, «o sistema de Saúde cubano conseguiu controlar a epidemia, não entrou em colapso e vai a caminho de erradicar» a doença, frisou.

Apesar de os dados serem positivos e o cenário na Ilha se afigurar favorável, o presidente cubano pediu aos cidadãos que mantenham a disciplina e a responsabilidade, de modo a evitar uma segunda vaga, considerando fundamental manter as medidas de higiene e distanciamento físico mesmo quando se passar à normalidade.

Copiado de:  https://www.abrilabril.pt/internacional/diaz-canel-resposta-de-cuba-pandemia-foi-muito-digna

Casa explode após vazamento de gás, em Santo Amaro da Imperatriz

terça-feira, 19 de maio de 2020

Explosão foi registrada nesta terça-feira (19), em residência onde moravam um casal de idosos; gás vazou através de uma tubulação velha de cobre, afirmam bombeiros

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS19/05/2020 ÀS 13H58

Uma casa explodiu por volta das 8h40 desta terça-feira (19) no bairro Vila Becker, em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. Nela moravam Luiz Gonzaga, de 70 anos, e a sua esposa Terezinha Gonzaga, de 68 anos – Regional FM/Divulgação/ND

Conforme o Sargento Vilson Aloísio Furtado, do Corpo de Bombeiros do município, a explosão ocorreu devido a um vazamento de gás de cozinha – Regional FM/Divulgação/ND

Aos bombeiros, Luiz afirmou que tinha trocado dois dias antes o botijão de gás, localizado em um abrigo subterrâneo aberto, na área externa da casa. O botijão era ligado ao fogão por uma tubulação de cobre que passa por debaixo da laje da casa, explica Furtado – Regional FM/Divulgação/ND

Após realizar a troca do botijão, os dois idosos começaram a sentir cheiro de gás, entretanto continuaram a utilizar o fogão normalmente – Regional FM/Divulgação/ND

Na manhã desta terça-feira (19), o idoso decidiu comprovar se havia vazamento ou não, mas de uma maneira não recomendada pelas autoridades. Gonzaga acendeu um esqueiro próxima a válvula, momento em que ocorreu a explosão – Regional FM/Divulgação/ND

A suspeita dos bombeiros é que havia vazamento na própria tubulação de cobre, uma vez que ela foi construída há 20 anos e até então não tinha passado por reparos, explica Furtado. “O cobre deve ter desgastado com o tempo” explica o Sargento. No vazamento, o gás preenche todo o ambiente e, ao encontrar uma chama, ele se expande e causa explosão em questão de milésimos de segundos – Regional FM/Divulgação/ND

Apesar da explosão ter condenado toda a casa e provavelmente ter destruído 100% dos móveis, afirma Furtado, os dois idosos não sofreram ferimentos graves – Regional FM/Divulgação/ND

Luiz sofreu queimaduras leves na face. Já a esposa estava em um dos quartos durante o acidente. A explosão “abriu” um buraco no chão, onde ela caiu e ficou isolada da casa, onde os móveis despencavam. Após alguns minutos ela mesma saiu do buraco. Ela sofreu pequenos ferimentos no joelho e no pé, além de dor na
coluna, sendo hospitalizada – Regional FM/Divulgação/ND

Logo após o acidente, Luiz desligou o gás. Luiz Gonzaga dispensou a realização de perícia na casa, afirmando que a família não tem seguro. A construção será demolida. Os idosos agora estão abrigados em uma edícula, localizada nos fundos do terreno. – Regional FM/Divulgação/ND

Em caso de vazamento de gás, especialistas sugerem que a pessoa corte o fornecimento de gás e ligue imediatamente aos bombeiros, pelo número 193 – Regional FM/Divulgação/ND

Copiado de:  http://izidoroazevedo.blogspot.com/2020/05/casa-explode-apos-vazamento-de-gas-em.html

“O Brasil tem muita reserva”, diz presidente do Banco Central

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Roberto Campos Neto falou em amplo espaço para venda das reservas de US$ 343 bilhões, que foram acumuladas nos governos Lula e Dilma e estão sendo queimadas por Bolsonaro
21 de maio de 2020, 04:52 h Atualizado em 21 de maio de 2020, 07:26
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em Brasília 07/04/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
247 – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pretende continuar queimando as reservas internacionais que foram acumuladas nos governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que foram fundamentais para conferir estabilidade macroeconômica para o Brasil. Abaixo, reportagem da Reuters:
(Reuters) – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira que a autarquia tem espaço amplo para a venda de reservas internacionais e poderá aumentar sua atuação no câmbio se considerar necessário.
“Brasil tem muita reserva, inclusive em percentual do PIB (Produto Interno Bruto) a reserva subiu porque desvalorizou mais do que o que foi vendido”, afirmou ele, a respeito do estoque que está hoje em 343 bilhões de dólares, frente a 357 bilhões de dólares no início do ano.
Em live promovida pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Campos Neto pontuou que, nos últimos dias, o BC aumentou um pouco o nível de intervenção cambial por entender que o Brasil estava descolado de outros países emergentes.
Campos Neto ressaltou que o Brasil tem espaço fiscal menor do que alguns países que anunciaram programas grandes de enfrentamento à crise e reconheceu que, em meio a esse quadro, o risco ligado ao país acabou subindo.
Ele destacou que o Brasil não tem o luxo de ter muito espaço fiscal, razão pela qual há piora rápida nos preços dos ativos quando o mercado entende que a saída dos trilhos não vai ter volta.
“Se for tentada uma solução onde você vai atingir um novo equilíbrio fiscal muito pior permanente, os mercados vão punir, os investidores vão punir o Brasil de uma forma que a gente vai voltar para o equilíbrio antigo, que é um equilíbrio de juros altos”, disse.
Segundo Campos Neto, esse cenário será mais desafiador do que no passado, já que o equilíbrio de juros altos foi alcançado antes em meio ao crescimento da dívida. Agora, ele seria vivido com a dívida em patamar já muito maior.
Mesmo assim, ele ponderou preferir dar dinheiro para todos no país conseguirem honrar seus contratos, o que pioraria as contas públicas, a um cenário de quebra indiscriminada de contratos.
O presidente do BC alertou que há projetos parlamentares sobre o tema e decisões judiciais que respaldam essa prática, mas que o caminho seria extremamente danoso para a retomada.
MAIS MEDIDAS
De acordo com Campos Neto, o BC deve anunciar nas próximas semanas novas medidas, mais voltadas para o direcionamento do crédito. Ele avaliou que o sistema está com liquidez, mas que é preciso fazer com que o dinheiro chegue na ponta.
Sem dar detalhes, ele afirmou que haverá uma iniciativa voltada para o mercado imobiliário.
Em relação a ações já adotadas, Campos Neto reconheceu que não está havendo saída muito grande nos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), e que o BC está fazendo ajuste no programa.
Ele também disse que haverá modificações no programa de financiamento à folha de pagamento das empresas, que não teve o alcance esperado pela autoridade monetária.
Campos Neto rebateu críticas de que os bancos não estão emprestando, ao afirmar que as instituições financeiras estão sim aumentando concessões. Mas ele admitiu que esse crescimento se dá mais para as grandes empresas.
Em outra frente, ele ponderou que, como a demanda de crédito saltou pela falta de previsibilidade de fluxo de caixa das empresas, mesmo que os bancos fechem mais financiamentos elas seguirão com a sensação de não estarem sendo atendidas.
“Se a gente fizer uma conta de quanto a gente precisaria ter de crédito para atender toda demanda de crédito, provavelmente você ia chegar numa conclusão de que ia ter que dobrar a base de capital dos bancos”, afirmou.
Segundo o presidente do BC, a atuação da autarquia na compra de títulos públicos, possibilidade aberta pela Proposta de Emenda à Constituição do Orçamento de Guerra, será pautada pela estabilização de mercado no tocante à curva de juros, balanceando a negociação de papéis curtos e longos.
“A gente acha que não deveria embarcar em nada além disso até termos certeza que não temos mais potência em política monetária”, afirmou. “E se, em algum momento, for entendido que não tem mais potência em política monetária e que nós precisamos fazer algo além, aí vai surgir a conversa do que podemos fazer além disso com os instrumentos que nós temos.”
ECONOMIA
Sobre a profunda queda na economia esperada para este ano, Campos Neto disse ser difícil traçar projeções em função do cenário de grandes incertezas com os desafios impostos pelo surto de Covid-19.
Para o desemprego, contudo, ele adiantou expectativa de uma taxa acima de 15% como consequência da crise.
Campos Neto destacou que tanto entre países que não adotaram lockdown quanto entre aqueles que já estão relaxando medidas restritivas a volta ao consumo de serviços está “bem lenta”, já que o medo ainda é predominante e tem sido uma variável importante no comportamento das pessoas.
Copiado de:  http://izidoroazevedo.blogspot.com/2020/05/o-brasil-tem-muita-reserva-diz.html

SONHOS E INDIGNAÇÕES

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Quando começou esse auê do virus, fiquei frio, levei minha vida normal, de P. Alegre para Unistalda, de lá para Xangrilá , desconheci solenemente a ordem do régulo municipal que se arvorou em legislador federal,passeei na orla, nos domínios do que pertence à União ( lembremo-nos que nossos municípios ainda não são nações independentes, conquanto alguns prefeitos se arvorem à condição de imperadores). No entanto o pessoal foi se assustando e começou uma bagunça de informações pelas redes sociais.
Estava me  lembrando de um sonho que tive. Eu era um recruta que iria lutar contra, deixa-me ver, contra a China. Minha arma era um revólver calibre 22, daqueles de matar tico-tico. Posição! Sentido! Entrou o general, o marechal, o sargento, não consegui ver bem as dragonas e exclamou: “ vamos combater o exército da China, mas vejam bem, cuidem-se, não queremos que ninguém morra, por isso vocês vão ficar dentro dos quartéis, bem quietinhos”. Ao que um recruta redarguiu: “ mas daí vamos morrer de fome!” O comandante disse:” isso é bobagem, nosso agro é forte,agro é pop,  vocês só pensam em comida!”. Os produtores rurais nos salvariam. Para eles não tem ruim. Mas e as indústrias? Nisso acordei todo suado.
O que me está incomodando é o fato de a maioria dos mandatários públicos nunca ter pegado numa enxada, nem montado num cavalo, não para desfilar tipo gauchinho de apartamento, mas para cuidar do gado. Me incomoda que não estão nem aí para os prejuízos.
  A maioria quer tirar o seu da reta. Aí ficam pintando corzinhas, mandando restaurantes afastarem as mesinhas  tantos milímetros para cá ou para lá. Coisas de burocratas que mandam o povo  usar esses paninhos, mas eles aparecem na foto sem nada.
Impossível não falar sobre nosso  presidente. Não sei que livro pode ter lido para levar o presidencialismo a este purismo. O presidente é que manda e fim de papo?Não pode continuar assim. Não creio que  domine todas as áreas do conhecimento. Precisa de seus ministros para o ajudarem a governar. Para alívio geral parece que está menos impulsivo e mais cordato. A grande verdade é que andou dando tiros no próprio pé.
É evidente que está no ar o fenômeno da submersão,com escafandro e tudo. Conheço dezenas, quase centenas de políticos que há meses eram partidários incontestes de nosso presidente. Hoje estão quietos, submergiram para esperar o que vai acontecer. Vamos ver quanto dura o oxigênio.
Pergunta final: sou comerciante, não fiz nada errado, mandaram eu fechar as portas, tive um baita prejuízo. Quem vai me ressarcir?

No Rio, 19 familiares de Bolsonaro estão sob investigação

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No vídeo gravado a partir da reunião do conselho de ministros em dia 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro teria defendido trocas no comando da Polícia Federal do Rio para tentar evitar que familiares e amigos seus fossem “prejudicados” em investigações em curso. Mas quantos familiares de Bolsonaro, além dos filhos Carlos e Flávio, são investigados no Rio?

Carlos e Flávio Bolsonaro são alvos de cinco procedimentos de investigação no Ministério Público do Rio que apuram a existência de funcionários fantasmas em seus gabinetes e a possível devolução de parte de seus salários, prática conhecida como rachadinha. Em ambos, parentes do presidente são alvos de investigação.

No caso de Carlos, são sete familiares. Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente e que foi chefe de gabinete do filho ‘02’, além de outros seis parentes dela são investigados. Já no procedimento sobre Flávio, outros 12.  Entre eles, estão o avô dele, João Braga, o primo Léo Índio e mais dez familiares de Ana Cristina, incluindo também o ex-sogro, José Procópio Valle. Nessa investigação surgem como alvo também Fabrício Queiroz, amigo do presidente, e seus parentes entre o rol de investigados.

Embora a Polícia Federal não seja a titular dessa investigação, desde 2018 dois inquéritos apuram fatos relacionados. A PF tinha um inquérito eleitoral até março deste ano que apurava se o senador Flávio Bolsonaro cometeu lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral ao declarar seus bens nas eleições de 2014, 2016 e 2018. Esse procedimento foi instaurado a partir da denúncia de um cidadão sobre as declarações do senador à Justiça Eleitoral. Flávio atribuiu valores diferentes para um mesmo apartamento. O GLOBO apurou que a PF concluiu o caso sem fazer quebras de sigilo fiscal e bancário.

O inquérito tramitou até março, quando foi enviado ao Judiciário com pedido de arquivamento por não ter encontrado indícios dos crimes apontados. No entanto, na investigação do MP do Rio, os promotores apontam a existência de indícios de que o dinheiro da devolução dos salários seria lavado por meio da compra de imóveis. Parte da investigação envolve justamente o imóvel que era foco do inquérito da PF. O MP, porém, ainda não concluiu o caso e o senador nega as acusações.

Além disso, tramita na Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF do Rio um inquérito no qual Queiroz foi considerado “interessado” em uma das linhas de investigação.  No início do ano passado, uma pessoa, cuja identidade é mantida em sigilo, foi convocada para depor e no curso das perguntas foi questionada sobre Queiroz e suas atividades na Alerj.

A defesa de Queiroz  pediu acesso aos autos em agosto do ano passado, mas a  juíza da 5ª Vara Federal Criminal, Adriana Alves dos Santos Cruz, negou o acesso porque a PF informou que Queiroz não era formalmente investigado e a menção que existia a ele era o relatório do Coaf no qual ficou registrada uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta dele. Essa investigação segue tramitando.

Além disso, no fim de outubro, veio a público depoimento do porteiro do condomínio onde Bolsonaro mora no Rio. Ele afirmou à Polícia Civil que um dos assassinos da vereadora Marielle Franco pediu para ir à casa de Bolsonaro no mesmo dia do crime — versão contraditada por uma perícia do Ministério Público em áudios da portaria. O presidente viu no episódio uma perseguição do governo Witzel à ele e sua família. Por isso, pediu a Moro uma investigação. A PF abriu inquérito e ouviu o porteiro, que voltou atrás. Bolsonaro avalia que não houve empenho para isentá-lo. O GLOBO apurou que o inquérito está sendo relatado e o porteiro não será indiciado. O Globo

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Finalmente temos uma belíssima manhã aqui no litoral

 

 

Céu azul, sol pleno e temperatura baixa, verdadeira manhã de inverno, algo que fazia tempo não víamos.

Até mesmo os pássaros ainda estão muito quietos.

Os cães também se mantém silentes.

O bicho gente, o que normalmente mais perturba também está escondido.

Viva o inverno com sua beleza ímpar.

Sei quão duro é o inverno aos que pouco ou nada têm e que também aqui no litoral são muitos, muitos mesmos e que os vemos passando na frente de nossas casas arrecadando nas lixeiras algo que lhes possa ser útil.

Esses não são poucos, tenham certeza. Costumam viver às margens de nossas lagoas onde erguem barracos com papelão e lonas plásticas para se abrigarem com suas famílias.

Esses durante o dia percorrem nossas ruas examinando lixeiras em busca de algo descartado e que lhes possa ser útil, especialmente alimentos.

São invisíveis à maioria que pouco além de seus narizes enxerga algo.

E assim segue a vida nesse planeta que penso que até o final do século se livrará de nossa espécie, predadora ímpar e ainda seguindo seu curso no Universo.

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