A obra, em Guaíba, com custo de R$ 22,7 milhões, deverá ser entregue em dezembro A plataforma onde ficarão as celas de penitenciária feminina de Guaíba está praticamente pronta. Ontem à tarde, os operários faziam a terraplenagem do restante do terreno, situado ao lado da BR 116, próximo ao pedágio em direção a Pelotas. De acordo com o gerente da obra, engenheiro Luciano Bertolini, a construção, que tem um custo de R$ 22,7 milhões, começou no dia 16 e deverá ser entregue em dezembro. As celas, que receberão 432 detentas, estão sendo fabricadas em Canoas. Em breve também começará a construção do muro de 6 metros de altura que cercará a prisão. O terreno ainda terá mais duas penitenciárias masculinas, com o mesmo número de vagas da feminina. As celas, conforme Bertolini, serão feitas com 80 MPA (Megapascais - unidade que mede a resistência do concreto), o que torna impossível fazer qualquer buraco. Para se ter uma ideia, os edifícios de Porto Alegre chegam, em média, a 25 MPA. Além disso, o concreto é intercalado com fibra flexível e não com vigas de aço, como é o comum. O engenheiro salientou que isso torna o material mais leve, resistente e com um custo menor. “Outra vantagem é a rapidez com que pode ser construída”, disse Bertolini. Citou que o cimento usado, o branco, é importado do Egito e de ótima qualidade. As celas virão prontas, em bloco, já com os beliches em concreto, com instalação de pias e sanitários. O pavilhão será transportado inteiro e, quando chegar ao local, será preciso só assentá-lo. O agente penitenciário não terá contato com a massa carcerária. Um piso em cima das celas permitirá que se controle o sistema de água e luz. Se ocorrer algum problema, o agente poderá cortar a energia do pavilhão sem ter que passar pelas presas. “É uma cadeia extremamente segura. Para dar um exemplo, se uma detenta da última cela quisesse fugir, ela teria que passar por 22 portas, o que dá ideia da extrema dificuldade”, apontou o engenheiro. O terreno da prisão feminina tem 30 mil m² - 7,8 mil m² de área construída. Na entrada ficará a área administrativa, um pouco mais adiante, as salas de aula, vindo a seguir a lavanderia e a cozinha da unidade prisional. Haverá ainda uma área de triagem, para as detentas que chegarem. Ficarão no local até que seja decidido o seu pavilhão. Após a triagem, haverá outra galeria, com celas individuais, destinadas a presas que correm risco de morte se ficarem com as demais. Conforme o croqui do projeto mostrado ontem ao Correio do Povo, existirá uma área reservada à saúde e outra ao alojamento materno-infantil (dividida em crianças de até 6 meses e de até 1 ano, além do atendimento as gestantes). As celas ficarão na área quase paralela à BR 116. Cada uma terá capacidade para seis detentas. Bertolini disse que está reservado um espaço que poderá abrigar futuramente um pavilhão do regime semiaberto. Fonte: Paulo Roberto Tavares – correio@correiodopovo.com |
Diz o blogueiro – o que a matéria não diz é que este presídio de uma série de três no mesmo local, mais uma obra do PAC, portanto obra do governo federal. O estado recebeu ano passado 44 milhões de reais do Ministério da Justiça em janeiro para a construção ou reforma de casas prisionais e nada fez até o momento. Por certo este governo irá alardear ser esta obra sua, o que lhe é peculiar. Outubro está chegando.



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