Os contratos futuros de petróleo superaram nesta quarta-feira a barreira psicológica dos US$ 80 o barril em Nova York, ajudados pela desvalorização do dólar e por uma queda abaixo do esperado no número de empregos nos EUA. Entretanto, a alta nos preços foi limitada pelo aumento nas reservas americanas de petróleo na semana passada.
O contrato WTI para abril foi cotado em Nova York a US$ 80,87 o barril, com alta de US$ 1,19, ou 1,5%, enquanto o vencimento de maio apresentou alta de US$ 1,20, para US$ 81,26. Em Londres, o Brent de abril avançou US$ 1,07, para US$ 79,25, enquanto o vencimento de maio ganhou US$ 1,09, fechando a US$ 79,54.
O pacote de medidas da Grécia para reduzir suas despesas em 4,8 bilhões de euros (US$ 6,6 bilhões) fez o dólar de desvalorizar frente ao euro, o que ajudou na alta das commodities, cotadas na moeda americana.
Também colaborou com o mercado, o fato do “payroll” – dado sobre folha de pagamentos – ter mostrado uma redução de 20 mil empregos nos EUA em fevereiro, bem inferior as 60 mil vagas perdidas em janeiro, e também melhor que a previsão de perda de 50 mil vagas feita por analistas.
O indicador sugere que a economia americana está se recuperando, o que favorece a demanda por combustíveis.
O contraponto ficou com os dados de estoques de petróleo. O governo americano mostrou um acréscimo de 4,1 milhões de barris de óleo cru na semana passada e de 800 mil barris aos níveis de gasolina. Em destilados, no entanto, as reservas recuaram em quase 900 mil barris.
Alguns analistas previam um aumento de 1 milhão de barris nas reservas de óleo cru e de 700 mil barris nos estoques de gasolina. No caso dos destilados, a expectativa era de uma redução de 700 mil barris.Fonte: O Globo
Fonte: www.camera2.com.br



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