PF apreende medicamentos ilegais em Pelotas
Crédito: Paulo Rossi / Diário Popular |
Entre os produtos vendidos estavam inibidores de apetite, antidepressivos e anticoagulantes
Uma operação da Polícia Federal, na tarde desta quarta-feira, em Pelotas, na Zona Sul do Estado, resultou na interdição de uma fábrica ilegal de remédios e na prisão do casal proprietário do local. Os agentes chegaram até a empresa após serem avisados pelo Ministério Público de denúncias sobre a produção de medicamentos sem a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A fábrica funcionava no bairro Areal e focava a venda de produtos para outras cidades e estados. Durante a ação, a polícia apreendeu desde insumos até a embalagem. De acordo com o promotor Décio Motta, o crime é considerado hediondo e prevê pena de dez a 15 anos de reclusão.
Tanto a PF quanto o Ministério Público não sabem ainda os malefícios que a ingestão destes remédios pode fazer à saúde. Por isso, todo o material apreendido será encaminhado à perícia.
O promotor ainda constatou que nem o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) nem o endereço de fabricação eram o mesmo em todas as caixas. Motta conseguiu averiguar que um dos CNPJ corresponde a uma firma inativa. Já os endereços variam de cidades como Quaraí até Entre Rios do Sul.
Para a polícia, o desencontro das informações já caracteriza a má fé dos proprietários. “Eles ainda tentavam passar a impressão de lisura”, destacou o promotor. Segundo Motta, algumas das embalagens passavam a informação que o medicamento, supostamente natural, não precisaria da licença da Anvisa.
Entre os produtos vendidos estavam inibidores de apetite, antidepressivos e anticoagulantes. O delegado Alexandre Pauli comandou a operação e relatou que há uma semana a fábrica já era observada. Uma funcionária também estava no local e foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos. Além dos insumos e das cápsulas prontas, os agentes apreenderam as máquinas de fabricação. Pauli relatou que a investigação continuará para determinar a origem dos produtos para a fabricação.
Fonte: Luciara Schneid / Correio do Povo


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