Não é uma situação perfeita o relacionamento entre uma espécie de planta de tabaco e as mariposas da família Sphingidae.
Claro, essa mariposa faz um bom trabalho polinizando a planta, Nicotiana attenuata, que cresce no oeste dos Estados Unidos e floresce à noite. Porém, a mariposa tem o hábito de deixar seus ovos, que se desenvolvem em lagartas que gostam muito de comer a planta.
Por isso, a N. attenuate age de maneira inovadora, seguindo cientistas do Instituto de Ecologia Química Max Planck, em Jena, Alemanha. Conforme descrevem na publicação Current Biology, ela troca o momento de florescer pela manhã, atraindo assim um polinizador diferente – o beija-flor.
“Ninguém havia realmente percebido isso antes”, disse Ian T. Baldwin, diretor do instituto e autor do artigo da Current Biology. Ele diz que Danny Kessler, o autor principal, tirava fotos de uma planta e percebeu que ela estava sendo atacada por lagartas. “Do nada, as flores se abriram pela manhã”, explicou.
A mastigação das lagartas produz secreções orais que “ativam toda uma série de reações de defesa”, disse Baldwin, incluindo a produção de toxinas de inibidores de protease que reduzem a habilidade digestiva da lagarta. A alteração na hora do florescer, diz ele, “gera uma série de eventos ativados pelo ataque das lagartas”.
Ao trocar de polinizador, a planta reduz os danos causados pelas lagartas. Mas por que não eliminar a polinização das mariposas? Provavelmente porque elas são um polinizador mais eficiente que os beija-flores – viajam mais longe e visitam mais plantas. “A planta do tabaco obtém serviços de polinização superiores com a mariposa”, disse Baldwin.Fonte: UOL
Fonte: www.camera2.com.br



Comentários Recentes