A 6ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça gaúcho liberou, na tarde desta quarta-feira (8), o quarto suspeito de participação na fraude envolvendo o setor de marketing do Banrisul, que pode ter desviado R$ 10 milhões da instituição. O juízo fundamentou a decisão nos mesmos motivos que levaram ao relaxamento da prisão dos outros três suspeitos: os materiais relativos à investigação já foram apreendidos.
Davi Antunes de Oliveira, preso na sexta-feira (3) pela Operação Mercari, deflagrada por uma força-tarefa composta pela Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas, é apontado como o operador da suposta fraude milionária. O esquema era realizado no Departamento de Marketing do banco através de contratos superfaturados com empresas de publicidade.
Dos quatro suspeitos, Davi era o único que continuava detido. O advogado dele, José Cássio Rodrigues, alegou que não há motivos para o cliente continuar preso, já que não perturba a instrução criminal e é réu primário. A expectativa é de que ainda nesta quarta-feira, a Polícia Federal e o Ministério Público definam as datas dos interrogatórios dos suspeitos. Os órgãos seguem analisando documentos e suspostas provas do desvio de recursos.
Na segunda-feira, os três primeiros suspeitos presos foram liberados da carceragem da Polícia Federal gaúcha. O superintendente de Marketing do banco Walney Fehlberg, o representante da agência de publicidade DCS Armando D’Elia Neto e o representante da SLM Gilson Stork, também foram beneficiados com pedidos de liberdade provisória.
Fonte: R7/ www.camera2.com.br



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