Caro Fernando,
Há muito, abandonei este “comportamento de manada” de ir para as praias em feriadões e, principalmente, no carnaval.
Fico aqui e curto uma Porto Alegre amena e tranqüila. Não temos policiamento algum nem aqui nem nas praias, esta é a grande verdade, e multiplicam-se bandidos, larápios e perturbadores de toda ordem.
No edifício onde o avô das minhas filhas possui apartamento, em Capão, cena dantesca na semana passada. Ladrão força o portão da garagem do prédio, à luz do dia, na presença de todos (proprietários e passantes).
Alguns moradores ligam atônitos pedindo socorro para a polícia. O bandido entra no estacionamento, escolhe e agarra várias cadeiras de praia e sai, calmamente, caminhando, pelo portão da garagem que ele arrombou.
Neste instante, chega a viatura da polícia da BM. Os policiais, no entanto, não fazem nada, para a incredulidade geral. Nem sequer abordam o bandido. Assistem a cena do ladrão indo embora, “na boa”, com o fruto do roubo nas mãos.
O argumento dos policias aos moradores: se o “suspeito” está de posse das cadeiras na via pública, eles não podem abordá-lo, porque os “supostos” proprietários teriam que comprovar, com notas fiscais, que são os reais donos das cadeiras.
Assim, “até prova em contrário, se presume que as cadeiras são de propriedade daquele que as está carregando!”
E o bandido segue caminhando, de mansinho, e vai-se embora, sorrindo na cara de todos, com as cadeiras roubadas debaixo dos braços, bem debaixo do nariz dos policiais militares.
A coisa está assim: a polícia tem medo de fazer seu trabalho, ou simplesmente não quer fazê-lo. Não encara mais os bandidos. Não quer nem abordá-los. Se borram de medo de apanharem ou de levarem um tiro. Ou não estão nem aí.
Então, eles rodam e gastam o combustível público das viaturas. E rodam com os flashes rotatórios ligados o tempo todo, que é para avisarem a bandidagem, já de longe, que é para “maneirar”, enquanto eles estão passando.
Subentenda-se: depois, é só “meter a mão”. A BM atingiu um grau de ineficiência surreal: finge que faz policiamento. E nós todos, cidadãos de bem, contribuintes e pagantes da conta gorda deste teatro (os trouxas), fingimos que temos segurança.
E se algum “roubado” ou “perturbado em seu sossego” for a uma delegacia da polícia civil registrar uma queixa, este pobre cidadão aguardará bastante tempo na fila.
E, possivelmente, receberá tratamento como mais um “enchedor-de-saco-de-
É que a Lei 9.099 manda enviar tudo que é considerado “ato infracional de menor poder ofensivo” ao Foro, onde tudo acaba sendo arquivado ou, no máximo, vira condenação de entrega de cestas básicas (ou nem isso).
Este descaso geral com os carros-de-som super-poluidores sonoros é um problema antigo, que não é tratado como deveria e poderia, pois eles anunciam de longe o crime que seus proprietários cometem.
Resumo: a polícia é ineficiente ou repleta de policiais cagões, o Estado lava as mãos, deixando de prestar o serviço público essencial pelo qual cobra impostos, e os cidadãos estão entregues “à própria sorte”.
Abraço, Rogério.
(Autoria preservada)
Diz o blogueiro – posto essas manifestações por que traduzem nossa triste realidade. Por criticar essa polícia OSTENSIVA, faz uns três anos alguns coronés em Osório tentaram intimidar o editor do www.litoralmania.com.br onde o Promotor “amigo” deles montou uma “audiência” no Foro a fim de tentar me calar naquele espaço. Não levaram e não vão levar. Terão o meu respeito no dia em que cumprirem com a obrigação constitucional de efetuarem o velho e bom policiamento de quarteirão. Essa instituição que continua sendo uma polícia política tem centenas senão alguns milhares em vergonhoso desvio de função. Estão infiltrados na Assembléia Legislativa onde somam mais gente do que os funcionários do quadro próprio, igualmente infiltrados no TJ, TCE, MP, e outros tantos segmentos da atividade pública neste estado. Necessário ainda aduzir que eles estão em hotéis de veraneio aqui no litoral norte, e hospitais, fazendas, olarias etc. Resumo de toda essa história, não sobra gente para trabalhar.



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