A Guarda Civil atuava apenas em Porto Alegre o que fazia de nossa Capital uma cidade realmente segura.

Trajavam uniforme que incluía gravata. Calçavam sapatos. Eram cidadãos corteses e educados e quando necessário enérgicos mesmo.

A Guarda Civil tinha seu pelotão de CHOQUE que era respeitado. Quando o CHOQUE saia à rua logo a desordem era desfeita.

Em 1064, no auge da crise esteve em Porto Alegre o tal Carlos Lacerda e quando este, à noite esteve no prédio do velho Correio do Povo a multidão se dirigiu ao mesmo gritando palavras de ordem contra tal bandido

Na frente do prédio havia membros desse “exército” do Estado empunhando velhos mosquetões daqueles que o Virgulino Ferreira, conhecido como Lampião usava para o confronto com os “MACACOS”, pois assim ele definia esses “exércitos” dos Estados desde sempre onerosos e pouco ou nada eficientes.

Os tais membros do “exército do Estado” foram comprimidos pela multidão contra a parede do prédio da Caldas Júnior e o povo enfiava a barriga nas tais baionetas.

O “exército” do Estado não tinha mais o que fazer, pois o povo não dava a mínima ao mesmo e foi quando então surgiu o PELOTÃO DE CHOQUE DA GAURDA CIVIL que não usava esses enormes porretes e sim cassetetes de borracha.

O choque partiu para cima da multidão e acredito que até hoje haja alguns ainda correndo, tal o respeito que a POLÍCIA de verdade impunha ao povo.

Com a ditadura foi extinta a GUARDA CIVIL e assim o povo em nossa Capital foi desde então entregue à própria sorte.