O Estado corre o risco de enfrentar até o abastecimento de carvão para o churrasco do fim de semana ameaçado pelo “apagão florestal”. É porque houve um decréscimo no plantio de acácia, árvore da qual se obtém o carvão com maior poder calorífico, preferido pelos churrasqueiros – profissionais e amadores. O problema atinge também quem utiliza a madeira de acácia como combustível para calefação residencial e em estabelecimentos do tipo pizzarias e panificadoras. O “apagão” que ameaça o setor é pauta do Encontro da Cadeia Produtiva de Base Florestal do RS, nesta quinta-feira (17) na Fiergs, presente a presidente executiva da Ibá – Indústria Brasileira de Árvores, Elizabeth de Carvalhaes. O risco de “apagão” decorre, basicamente, das restrições impostas ao plantio de florestas pelos órgãos ambientais do Estado. Entre as maiores ameaças estão as indústrias de serraria, marcenaria, tornoaria, carvoaria, cavacos chapas, totalizando 6,5 mil estabelecimentos nos quais são gerados 45 mil postos de trabalho, estimando-se um déficit de 1,0 milhão de metros cúbicos de matéria prima anual.

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