Sindiagua denuncia demissões arbitrárias e sucateamento na Corsan

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Mar 12th, 2010

by Marco Aurélio Weissheimer.


O Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiagua) divulgou nota denunciando as demissões arbitrárias e injustificadas que estão ocorrendo na Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). A nota afirma:

“Somando-se a falta de peças básicas para o conserto de vazamentos, contratação indiscriminada de empreiteiras, o governo do Estado através da governadora Yeda Crusius e do secretário de Habitação e Saneamento do Estado, Marco Alba, vem promovendo demissões sem justa causa na companhia. Apesar de uma histórica deficiência de pessoal, o governo demite funcionários de carreira com vinte ou trinta anos de experiência em saneamento. Sucatear o serviço público e entregar à iniciativa privada tem sido a marca deste governo estadual”.

Um dos exemplos de sucateamento está publicado no site do Sindiagua: a situação da estação da Base Aérea de Canoas (foto). O sindicato denuncia:

Ela está literalmente caindo aos pedaços. Logo uma unidade que é tão premiada pelos Ps da Corsan num completo e total abandono. Relatos dos colegas dão conta que em dia de chuva é melhor ficar do lado de fora da ETA do que dentro, pois do lado de fora até que se molham sim, mas pelo menos ficam seguros de que o teto não cairá sobre suas cabeças.

As passarelas estão podres, colocando em risco o trabalhador que transita por cima delas para realizar coletas e verificar o andamento do serviço. E o pátio está virado num matagal. Ainda não tem bomba reserva – se pifar a que tem lá, falta água. Naquela ETA, como em tantos outros locais da Corsan, são os trabalhadores que levam o trabalho no peito e na raça, sem condição alguma de trabalho.

Foto: Passarela podre na ETA da Base Aérea de Canoas (Sindiagua-RS)

Fonte:  http://rsurgente.opsblog.org/

Diz o blogueiro – não tenho o menor apreço por esta tal Corsan que cobra valores absurdos pela água que consumimos se comparados com os preços de serviços municipais de água ou mesmo serviços municipais concedidos a empresas privadas. A Corsan paga salários que são no mínimo três ou quatro vezes mais altos do que os de mercado aos seus engenheiros.

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