segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O esperado depoimento bombástico do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Durán à CPMI do Congresso será no dia 30 de novembro, por videoconferência. Ele ficou de apresentar aos congressistas documentos que comprovariam malfeitos da turma da Lava Jato, que poderiam derrubar a Operação.

Segundo entrevista de Tacla Durán aos deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous na Espanha, a Lava Jato omitiu três das quatro contas que recebiam pagamento do casal João Santana e Mônica Moura. O casal recebeu benefício de delação premiada e o advogado deles é irmão de um dos procuradores da Lava Jato.

Tacla Durán deve confirmar também que o padrinho de casamento do juiz Moro lhe ofereceu facilidades na Lava Jato em troca de R$ 5 milhões em caixa 2. E que a mulher de Moro também recebeu dinheiro dele no escritório de advocacia.

Depois da Petrobras, da Odebrecht, da JBS, a Lava Jato chega a Curitiba.

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Tacla Durán prestou serviços para a Odebrecht entre 2011 e 2016. Sua atuação se concentrava no Departamento de Operações Estruturadas, o setor da Odebrecht que fazia pagamentos que a empresa não queria vincular à  contabilidade oficial — o que inclui propina. Sua intimidade com o Departamento de Operações Estruturadas era tanta que o apartamento em que o diretor Hilberto Silva morava pertencia a Tacla Durán. O advogado recebia cerca de R$ 10 mil, pagos pela Odebrecht, conforme consta de sua declaração de imposto de renda.

Tacla Durán disse que recebeu da Odebrecht a tarefa de analisar as planilhas com pagamentos a João Santana e Mônica Moura, e descobriu que havia quatro contas vinculadas a eles. O objetivo da empresa, segundo o advogado, era descobrir algo nas movimentações bancárias de João Santana que pudesse comprometer Dilma Rousseff. Mas ele só conseguiu chegar até certo ponto.

“Quando eu não consegui localizar o beneficiário final das contas e relatei isso ao Hilberto, ele ficou muito chateado, porque, aí sim, ele me colocou que era o pagamento ao João Santana, que era muito importante a gente conseguir isso, porque a ideia da Odebrecht era pressionar a presidente Dilma, através dessa informação, a paralisar as investigações ou coisas nesse sentido”, afirmou o advogado. [leia reportagem completa no GGN]

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