22 de novembro de 2019, 09h29

A reportagem do jornal inglês também deu espaço às críticas de Lula a Bolsonaro e disse que o atual presidente brasileiro possui ligação com milícias envolvidas no assassinato de Marielle Franco

Lula livre (Foto: Gibran Mendes/Brasil de Fato)

Em sua primeira entrevista à imprensa estrangeira desde que saiu da prisão em Curitiba, o ex-presidente Lula afirmou ao jornal inglês The Guardian que o Brasil está em constante retrocesso sob o governo de Jair Bolsonaro, e que sua missão no momento é “batalhar pela democracia”. O jornal também observou que, após quarenta anos das primeiras greves dos metalúrgicos no ABC paulista durante a ditadura militar, lideradas pelo ex-presidente, “a energia e a paixão de Lula pela política permanecem surpreendentes”.

“Bolsonaro já deixou claro o que ele quer para o Brasil: ele quer destruir todas as conquistas democráticas e sociais das últimas décadas”, disse Lula ao Guardian. “Vamos torcer para que Bolsonaro não destrua o Brasil. Vamos torcer para que ele faça algo de bom pelo país… mas duvido disso”, continuou.

O jornal também reforçou que Bolsonaro é um “defensor franco” da ditadura militar e um admirador de Augusto Pinochet, ex-ditador chileno, além de outros líderes autoritários modernos, como Viktor Orbán, da Hungria. Ainda, mencionou a ligação do presidente brasileiro com milicianos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco.

“A imagem do Brasil é negativa no momento. Temos um presidente que não governa, que está discutindo notícias falsas vinte e quatro horas por dia”, disse Lula. “O Brasil precisa ter um papel no cenário internacional”, concluiu.

Copiado de:  https://revistaforum.com.br/politica/the-guardian-a-energia-e-paixao-de-lula-pela-politica-permanecem-surpreendentes/