Tribunal Militar: Um belo cabide de empregos

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A confirmação de que Yeda Crusius indicará o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, para ocupar o posto de juiz do Tribunal de Justiça Militar – TJM apenas demonstra a inutilidade do TJM. Aquilo, na realidade, é um cabide de emprego com garantia de uma bela aposentadoria.
Tramita na Assembleia Legislativa o Projeto de Emenda à Constituição – PEC 197/2009 que pede a extinção do TJM. O projeto, se aprovado, extinguirá o órgão. Enquanto isso Lemos será colega do coronel Paulo Roberto Mendes, ex-comandante da Brigada Militar, recebendo a merreca de R$ 22.000,00 mensais.
A extinção do TJM foi uma das lutas do Sindjus no final de 2008 e início de 2009. Por diversas vezes, o sindicato se manifestou contrário à manutenção deste órgão, inclusive com lançamento da campanha “Não pague por esta regalia. Tribunal Militar. Extinção Já”. O objetivo do Sindicato foi mostrar à sociedade que ela paga caro a existência de um órgão que não tem mais sentido, diante do atual estado democrático de direito brasileiro. Apenas RS, MG e SP mantém a Corte.
Na campanha, os trabalhadores mostravam que o preço para pagar a regalia de sete membros de uma estrutura que julga 800 processo por ano, é quase o mesmo do necessário para manter toda a segurança pública da população gaúcha. Além disso, quase a totalidade dos servidores do órgão são Cargos de Confiança (CCs).
Fonte: www.http://tomandonacuia.blogspot.com/

3 Respostas to “Tribunal Militar: Um belo cabide de empregos”

  1. João Carlos Cruz da Silveira disse:

    Isso tem que acabar! Não há mais espaço para esse tipo de privilégio de classes. Se todos são iguais perante a lei, igualmente, todos devem ser julgados pelos mesmos tribunais. Chega de exceções. Há pessoas que não tem vergonha de valer-se de privilégios sustentados à custa de um povo trabalhador e sofrido que, na sua maioria, carece das necessidades básicas relativas à saúde, educação e segurança, dever primário do Estado. Cujos recursos são carreados para o sustendo de poucos, a exemplo desse “tribunal” que, embora legal, é imoral do ponto de vista social porque discriminatório, serve a uma elite.

  2. jloeffler disse:

    Meu caro depois que o Mendes virou magistrado com ganhos de mais de 20 mil reais mês com uma série de mordomias, tendo tão somente o segundo grau, penso não restar mais dúvida alguma da necessidade de exinguir esta excrecência, isto para não dizer excremento.

  3. Leopoldo Ruzicki disse:

    Sou definitivamente contrário aos altos salários, meus caros João Carlos e Jorge. Entretanto (e o pior é que sempre existem entretantos) essa história de que todos são iguais perante a lei é balela. Por exemplo: funcionário público tem estabilidade, se aposenta com o último salário – que só aumenta e nunca pode ser reduzido porque não há troca de emprego -, além das beneces de, por exemplo, risco de vida mesmo que esteja trabalhando atrás do balcão.
    Mas, indo direto à questão TJM: sou contrário. Até mesmo de crime cometido por policial (que civil ou militar) ser investigado por colegas. Onde fica o corporativismo? Não seria melhor o MP tomar as rédeas, nesses casos.
    Viram como há um montão de coisas erradas? Dá pra consertar? Se dá, vamos consertar tudo e viver num maravilhoso paraíso.
    Acho até mesmo que, depois de aposentado, ninguém poderia exercer qualquer função remunerada sem que, caso o fizesse, perdesse a aposentadoria enquanto estivesse tomando o lugar de outro trabalhador. Resolveria a falta de empregos e aquela aberração de policiais (civis e militares) assumirem chefias de segurança de empresas e até mesmo de repartições públicas, juízes e desembargadores chefiarem suntuosos escritórios de advocacia que acabam sendo procurados pela representatividade que estes presumivelmente continuariam tendo dentro do Judiciário, etc.
    As próprias corregedorias – que acabam sendo mais um instrumento de perseguições internas entre colegas – devria pertencer a outros órgãos que não as próprias instituições as quais os funcionários são sindicados.
    Que acham?

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