Um porta-aviões chamado Haiti

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Feb 1st, 2010

by Marco Aurélio Weissheimer.

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O jornalista uruguaio Raul Zibechi analisa, em artigo, a ação dos Estados Unidos no Haiti após o terremoto de 12 de janeiro. Para ele, a decisão de militarizar a parte haitiana da ilha logo após o terremoto deve ser considerada dentro do contexto gerado a partir da crise financeira e da chegada de Barack Obama à presidência.

“Trata-se da primeira intervenção de envergadura da IV Frota, restabelecida há pouco tempo. A intervenção é tão escancarada que o jornal chinês Diário do Povo perguntou se os EUA pretendem incorporar o Haiti como mais um Estado. O jornal chinês cita uma análise da revista Time, que diz que “o Haiti se converteu no 51° estado dos EUA ou, pelo menos, seu quintal”. Em apenas uma semana o Pentágono mobilizou para a ilha um porta-aviões, 33 aviões de socorro e numerosos navios de guerra, além de 11 mil soldados. A Minustah, missão da ONU para a estabilização do Haiti, tem apenas 7 mil soldados”.

Zibechi analisa o reposicionamento geopolítico dos EUA na região e o confronto com a Venezuela, mas defende que a pedra no sapato de Washington na América Latina é mesmo o Brasil:

“O Brasil já é uma potência global, é o segundo dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), ficando atrás em importância apenas da China. Dos dez maiores bancos do mundo, três são brasileiros (e cinco chineses). Nenhum destes dez bancos é dos EUA ou da Inglaterra. O Brasil tem a sexta reserva de urânio do mundo (com apenas 25% de seu território investigado) e estará entre as cinco maiores reservas de petróleo quando for concluída a prospecção da bacia de Santos”.

E adverte:

“O problema que as nações e os povos da região enfrentam é que as catástrofes naturais serão uma moeda de troca corrente nas próximas décadas. Isso é apenas o começo. A IV Frota será o braço militar mais experimentado e melhor preparado para intervenções “humanitárias” em situações de emergência. O Haiti não será a exceção, mas sim o primeiro capítulo de uma nova série pautada pelo posicionamento militar dos EUA em toda a região”. (Leia o artigo na íntegra)

Fonte:  http://rsurgente.opsblog.org/

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