Lopoldo Ruzicki é jornalista
Neste domingo, o Irã enforcou um homem que havia sido condenado por homicídio. O crime havia sido cometido quando o assassino tinha menos de 18 anos e, segundo os noticiosos internacionais, teria sido praticado em legitima defesa e em defesa de terceiros. Mas, se o homicida resultou condenado, não cabe a nós julgarmos se a condenação foi justa ou não; se a pena imposta foi severa ou branda demais; se ele teve respeitados o seu direito de defesa ou não.
Não morro de paixões pelo regime de Ahmadinejad, como Lula da Silva. Não o vejo nem ao menos como bom cidadão e muito menos como um presidente (mesmo que fosse para dirigir alguns de nossos times de futebol de terceira divisão). Mas, em nome da verdade, devemos nos ater apenas ao sistema penal iraniano. A mesma Lei de Sharia (Sharia Law), aplicada por boa parte dos países islâmicos.
De nada adiantaram interferências internacionais em favor da vida do condenado. A União Européia pediu a comutação da pena e não conseguiu nada. Quanto a isso, nada de novo: o Irã, que se mantém incólume na defesa de sua soberania até mesmo nas questões de segurança mundial (veja-se o caso das usinas nucleares e a luta para uma efetiva fiscalização), jamais admitiria mudar suas leis e costumes – até mesmo de origem religiosa – porque os outros países assim o desejam.
A sharia é uma lei rígida que, para nós, ocidentais, é inaceitável. Há, entretanto, controvérsias.
Um exemplo prático sobre usos e costumes dos povos pode ser visto aqui mesmo. Em muitos países orientais, como no Japão, político que comete qualquer tipo de corrupção (ou roubalheira disfarçada com esse nome) comete o suicídio. Aqui, quando acontece a mesma coisa, o político reúne seus amigos e todos preparam uma boa fornada de pizza. Lá é costume ter vergonha na cara. Aqui, não. Uma questão de costumes. Aqui, os índios brasileiros podem andar nus nas suas tribos, e os nudistas têm seus espaços reservados para a prática, preservando os costumes, mesmo quando a legislação do país aponte isso, para os demais brasileiros, como atentado ao pudor. Viram como é fácil distinguir o que é uma coisa e o que é outra coisa?
Mas vamos nos reportar apenas ao tema. A sharia permite, nos casos de pena capital aplicada por homicídio, que a família do morto perdoe o assassino em troca de compensação financeira. Ou seja: há possibilidade da venda do perdão, o que levaria o homicida à falência ou até a um compromisso vitalício de manutenção dos prejudicados com a morte do pai, mão, irmão, filho, etc.
Se levarmos em conta a comparação dos milhares de casos de assassinatos ocorridos anualmente no Brasil com o crimes de morte verificados no Irão e nos países islâmicos, aqui vivemos em situação de holocausto. Será que não é pela brandura das leis vigentes, que beneficia até o bom comportamento dos criminosos ao invés de puni-los pelo mau comportamento?
Lá, através da sharia, o roubo e o furto - bastante raros, se comparados com as ocorrências daqui – são punidos com a amputação de uma das mãos. Não apenas simbolicamente, mas na prática: ladrão, sem mão, não rouba. Pode até mesmo ser hediondo, mas é um costume islâmico. Como aqui é comemorar o regime corrupto com pizzas e andar nú até mesmo contra a legislação.
Mas não defendo a criação de um estado islâmico aqui e nem a adoção da Lei Sharia. Fico arrepiado só de pensar na triste cena de olhar, nos noticiosos de TV, muitos dos nossos deputados e senadores discursando, no Congresso Nacional, sem poderem gesticular, manetas. Seria horrível!
Não conheço profundamente a Lei Sharia, mas, pelo seu rigorismo, creio que, se ela fosse aplicada na nossa América Latina, teríamos até mesmo, em países vizinhos, presidente tendo que urinar sentado. Ah! E não dá para esquecer de detalhes. Como há proibição do consumo de bebidas alcoólicas, o jato presidencial daqui seria desprovido do seu tão badalado e depois esquecido barzinho de consumo interno.



outubro 12th, 2009 at 16:32
Vigorasse aqui a Sharia teriamos pelo menos uma dúzia de grandes problemas nacionais resolvidos:a falta de familias estruturadas,sexo vendido como carne de açougue,o alcoolismo e seus efeitos nefastos na familia e no trânsito,o respeito à severidade das leis,punição para delitos como roubo e corrupção,o retorno do conceito de Deus,entre outros beneficios.Na realidade,nesta esculhambação institucionalizada chamada Brasil,é dificil aceitar-se tantos “deveres”,já que atualmente só se conhecem os “direitos”.Ordem,só na bandeira nacional.Interessante é que o sr. Leopoldo,que não conhece nada do Irã,do Islam e da versão dos fatos do regime iraniano julga o presidente Ahmadinejad não ser um “bom cidadão”.Ainda bem que os iranianos não pensam a mesma coisa,e o elegeram.Porque isto? Por que ele coloca em cheque a versão oficial do “holocausto” e critica o estado de Israel? Não se pode nunca,sob falta severíssima,discordar jamais do que contam os sionistas.Na hora de acreditar em versões,somos todos judeus! Naturalmente jamais o presidente será um “bom cidadão” para quem concorda com a politica racista,anti-semita(sim,pois os palestinos são semitas)e militar de Israel.Mas eu,é bom que se esclareça,não sou sionista,judeu ou sequer comprometido.Graças a Deus,posso pensar o que eu quero!