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Zé Dirceu: Repórter Gustavo Nogueira Ribeiro cometeu crime

 

Repórter da revista Veja é flagrado em atividade criminosa contra mim

Publicado em 26-Ago-2011

do blog do Zé Dirceu, sugerido pelo leitor Alex

Depois de abandonar todos os critérios jornalísticos, a revista Veja, por meio de um de seus repórteres, também abriu mão da legalidade e, numa prática criminosa, tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.

O ardil começou na tarde dessa quarta-feira (24/08), quando o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, repórter da revista, se registrou na suíte 1607 do Hotel Nahoum, ao lado do quarto que tenho reservado. Alojado, sentiu-se à vontade para planejar seu próximo passo. Aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado no meu apartamento, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta.

O repórter não contava com a presteza da camareira, que não só resistiu às pressões como, imediatamente, informou à direção do hotel sobre a tentativa de invasão. Desmascarado, o infrator saiu às pressas do estabelecimento, sem fazer check out e dando calote na diária devida, ainda por cima. O hotel registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.

A revista não parou por aí.

O jornalista voltou à carga. Fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto “documentos relevantes”. Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada que preencheu com seu verdadeiro nome. O golpe não funcionou porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais “documentos”.

Os procedimentos da Veja se assemelham a escândalo recentemente denunciado na Inglaterra. O tablóide News of the Word tinha como prática para apuração de notícias fazer escutas telefônicas ilegais. O jornal acabou fechado, seus proprietários respondem a processo, jornalistas foram demitidos e presos.

No meio da tarde da quinta-feira, depois de toda a movimentação criminosa do repórter Ribeiro para invadir meu apartamento, outro repórter da revista Veja entrou em contato com o argumento de estar apurando informações para uma reportagem sobre minhas atividades em Brasília.

Invasão de privacidade

O jornalista Daniel Pereira se achou no direito de invadir minha privacidade e meu direito de encontrar com quem quiser e, com a pauta pronta e manipulada, encaminhou perguntas por e-mail já em forma de respostas para praticar, mais uma vez, o antijornalismo e criar um factóide. Pereira fez três perguntas:

1 – Quando está em Brasília, o ex-ministro José Dirceu recebe agentes públicos – ministros, parlamentares, dirigentes de estatais – num hotel. Sobre o que conversam? Demandas empresariais? Votações no Congresso? Articulações políticas?

2 – Geralmente, de quem parte o convite para o encontro – do ex-ministro ou dos interlocutores?

3 – Com quais ministros do governo Dilma o ex-ministro José Dirceu conversou de forma reservada no hotel? Qual o assunto da conversa?

Preparação de uma farsa

Soube, por diversas fontes, que outras pessoas ligadas ao PT e ao governo foram procuradas e questionadas sobre suas relações comigo. Está evidente a preparação de uma farsa, incluindo recurso à ilegalidade, para novo ataque da revista contra minha honra e meus direitos.

Deixei o governo, não sou mais parlamentar. Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades. Essa revista notoriamente se transformou em um antro de práticas antidemocráticas, a serviço das forças conservadoras mais venais.

Leia também:

Opera Mundi: A fábrica de fantasias da Veja

Martin Wolf: É hora de rediscutir a regulamentação da mídia (no Reino Unido, ministro Bernardo, no Reino Unido…)

Independent: Como Israel se vinga de meninos que atiram pedras

Pepe Escobar: Imperialismo ‘humanitário’ vai terminar em pilhagem

MST obtém concessões do governo Dilma

 

Colaboração da Claudia Ruschel.

 

Diz o blogueiro – os comportamentos dessa revista e de outra similar estão passando dos limites. A ninguém é dado o direito de espionar a vida de quem quer que seja, salvo à Polícia quando tal for autorizado pelo Poder Judiciário. Eu no lugar do Dirceu enfiaria a mão na lata desse cretino. Ninguém é obrigado a gostar do Dirceu e de quem mias que seja. Jornalismo não é isto que essa gente faz como sua rotina. Finalizo dizendo que esses pseudo jornalistas ao assim procederem em muito prejudicam investigações da Policia, esta sim com profissionais qualificados dentro dos instrumentos que o estado democrático de direito oferece. Leio com freqüência matérias nos mais diversos jornais do país, matérias de autoria de jornalistas com canudo e tudo e que nem mesmo conhecem os mais elementares fundamentos do direito processual penal. São, pois analfabetos juridicamente falando. Como ousam investigar?

 


 


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  1. Algumas pessoas da imprensa levaram a sério de mais o "título de 4° poder". 
    Pretendo cursar jornalismo. Espero nunca participar de algo com a Veja. 
    Como dar credibilidade em algo de suas páginas depois dessa?
    Abraços

  2. solon soares

    Pois é, mas houve epoca em que a gente acreditava nos Civita. Eles no fizeram pintar a cara e derrubar o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois da Redentora. Por uma Elba ou alguns milhões de dolares mudaram a história do país. Quebraram a cara com o Lula, mas insistem em ter o poder da opinião. Que somos nós. Depois do Pasquim imprensa honesta nunca mais. Se duvidem ouçam a "entrevista" do Vereador Tadeu no ultimo Ponto da radio. Imparcialidade total. Ficaram do lado dos 96 mil.

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